Buscar
  • mario

Situação Financeira do Bom Caminho

Embora a Casa Bom Caminho seja um centro espírita é também uma empresa com despesas e receitas que precisam se analisadas e compreendidas para que tenhamos a consciência de que forma estamos colaborando para sua manutenção.


Nosso estatuto foi redigido como uma ONG "organização não governamental", sem fins lucrativos e não como uma entidade religiosa para que pudéssemos conseguir mais apoio de empresas pois a grande maioria não colabora com casas religiosas. Hoje vivemos um impasse a ser discutido em plenária com os trabalhadores pois se alterarmos nosso estatuto para entidade religiosa poderemos reduzir as tarifas de água e luz mas poderemos deixar de receber algumas ajudas, mesmo que eventuais, conforme descrito acima.


Estamos desde a fundação da casa nesta mesma localidade pagando aluguel que hoje está no valor de R$ 2.500,00. A casa é irregular pois não tem escritura e o dono não tem interesse em regulariza-la e sendo assim não pode ser comprada ou financiada. Também não temos como comprá-la pois o dono na ultima conversa pediu R$ 600.000,00 e não temos caixa para isso; também não temos como financiar pois não ha financiamento para pessoa jurídica e não tenho idade e salário compatível para fazer este tipo de financiamento.


Há um terreno próximo a nossa casa, da prefeitura, que estamos há quatro anos pleiteando uma concessão de uso mas temos encontrado muitas dificuldades porque quando o Serra estava no governo baixou um decreto interrompendo concessões e hoje temos que depender de políticos para tentar algum recurso extraordinário para tal e em nossa região existem interesses políticos que não vão de encontro ao nosso trabalho.


Quando tentamos buscar convênios com a prefeitura nos foi solicitado uma lista de documentações e certificações e uma delas chama-se COMAS que tem como pre-requisito que a casa tenha recursos de acessibilidade, refeitório próprio, espaço em metros quadros por criança e no minimo 04 profissionais contratados em CLT. As exigências ao ambiente físico não podem ser atendidas porque a casa não é nossa e a contratação de recursos humanos aumentaria as nossas despesas. Então sem esta certificação não temos a possibilidade de buscar nenhum convênio com a Prefeitura.


Nossos gastos fixos estão relacionados com as seguintes contas: aluguel, Imposto, água, luz, Contabilidade, materiais de escritório (sulfite, tinta de impressora, lapins caneta), comunicação (telefone e internet ), gás, café dos trabalhadores (leite, achocolatado, chás, pães, manteiga); sopa (temperos, verduras, legumes, sucos, copos ); lanches dos jovens ( mussarela, mortadela, pães, sucos) e produtos de .limpeza ( desinfetante, cândida, papel higiênico, sabonete, sabão em pó, vassoura, rodo, etc ), festa mensal de aniversario das crianças e jovens ( doces, bolo, salgados, pratos, copos, garfos )


Os gastos eventuais são os de manutenção da casa (elétrica, pintura, consertos, etc ), manutenção do veiculo que busca doação, gráfica ( folders, banners, etc ) ,aluguel de ônibus para passeio de crianças e adolescentes, sitio de vivencia para os adolescentes, aluguel de ônibus para acompanhamento de sepultamentos de assistidos da casa, etc


Colaboradores:


1. Shopping Eldorado - permite que coloquemos uma arvore de natal no final do ano para captar presentes de natal para sacolinhas das crianças.


2. Melhor Idade Eldorado - grupo que nos ajuda eventualmente com brinquedos, cestas básicas e outros


3. Colégio Albert Sabin e Vital Brazil - permitem a venda de produtos de artesanato em suas festas juninas; o resultado financeiro da festa junina é dividida entre 10 instituições (somos uma delas ) onde o valor individual não é dado em espécie mas sim em materiais de educação ou outros objetos de utilidade da casa ( computador, microondas, etc )


Alternativas para manter a casa funcionando:


1. Carteirinha de colaboração dos voluntários e estudantes - sabendo da dificuldade dos nossos frequentadores estimamos um valor de R$ 20,00 / mês para ajudar nas despesas. No trimestre que passou estimávamos receber R$ 12.000,00 ( sendo R$ 4.000,00 / mes ) mas conseguimos a metade pois nem todos tem a compreensão da necessidade de colaborar, outros esquecem e outros realmente as vezes não tem dinheiro.


2. Almoços Solidários - foi uma opção sugerida por uma voluntária e que vem dando certo. Neste caso um grupo de voluntarias se predispõe a vir no sábado e noite e domingo cedo fazer um prato típico para os consumidores levarem para casa. Embora tenhamos 200 voluntários nunca conseguimos vender para os mesmos mais que 70 marmitex e quando chegamos à 100, a diferença são de amigos e usuários dos serviços da casa. Percebemos os próprios trabalhadores não fazem o menor esforço em colaborar ou divulgar externamente para amigos e conhecidos para ajudar nesta renda. Por isso realizamos este serviço ha cada dois ou três meses para não termos maiores perdas.


3. Bazar beneficente - o bazar tem sido uma das fontes de rendas constantes, onde ensinamos a nossa população local, nossos assistidos, necessitados a terem a dignidade de comprarem o que desejam nem que seja por R$ 0,50. Nossos preços mais altos são ternos, sobretudos, roupas novas no valor máximo de R$ 20,00. Nem sempre aceitamos mobiliários pois não temos espaço no bazar para mante-los em exposição. Só funciona praticamente aos sábados por falta de trabalhadores para os dias uteis.


4. Bazar Virtual - foi criado recentemente pela ideia de um voluntário e serve para artigos mais caros, novos ou semi-novos e que funciona via internet. Como é algo novo, implantando recentemente ainda não dá para fazermos uma avaliação positiva ou negativa.


5. Lanchonete - é um serviço que funciona nos dias das palestras e nas 2as.feiras para os estudantes onde repassamos salgados que compramos de uma outra empresa fornecedora portanto temo apenas uma pequena margem de lucro. Os trabalhadores estão sempre pedindo lanches naturais mas não apareceu, ainda, alguém com a disponibilidade de montar um cardápio, treinar nossas cozinheiras para este tipo de lanches.


6. Livraria - é um serviço disponibilizado nos dias das palestras somente por falta de voluntários para a 2as. e 3as.feiras. O recurso ainda não é bem divulgado pois não temos voluntários bem treinados na arte da divulgação, venda e empréstimos de livros.


7. Festas de Arrecadação financeira ( sorvete, pizza, sopas, etc ) - a experiência tem mostrado que as festas internas tem baixa frequência e o espaço da casa não permite uma movimentação adequada dos participantes.


8. Festa Julina - Festa de arrecadação e envolvimento com a comunidade realizada na rua no segundo sábado do mês. Para atrair todos os nossos assistidos damos R$ 10,00 para cada criança consumir um lanche e gastar em brincadeiras, por tanto ja iniciamos a festa no negativo. Dependemos de doações dos itens de comida e usamos as arrecadações dos almoços solidários para compra de prendas ( minimo 6.000 prendas ).


9. Festa das Nações - Festa de arrecadação com venda de comidas tipicas no mês de novembro para ajudar com a festa de natal das crianças e para comprar os itens das sacolinhas de natal que as vezes falta devido esquecimento por parte dos padrinhos


Por tanto é muito importante que cada um de vocês se apropriem deste conhecimento para ajudar na captação de recursos, na cooperação individual e buscando sugerir meios para que possamos manter viva a nossa seara que hoje tem uma despesa mensal de R$ 12.000,00. Todos os meses estamos revisando as contas, cortando custos desnecessários e reformulando cenários para que evitemos que um dia tenhamos que decidir pela descontinuidade dos nossos trabalhos.


Tio Mário



64 visualizações

Posts recentes

Ver tudo

Diretrizes de Trabalho - Casa Bom Caminho

Bom dia meus amigos, Neste último domingo fizemos uma reunião, emergencial, em nossa seara com todos os diretores e líderes de grupos de trabalho, para buscarmos alternativas para lidar com o momento

Seja Bem Vindo

 

Rua Severiano Leite da Silva nº 433, Jardim São Jorge - SP

atendimento@bomcaminho.com.br

(011) 3788-2529

 

© 2017 por Bom Caminho - Grupo de Assistência Social.