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  • mario

Estudo doutrinário no Bom Caminho

Depois de Kardec muitos autores contemporâneos vieram trazer ao ambiente terreno inúmeras obras literárias para complementar os ensinos básicos da tríplice doutrina que desvendou os mistérios da vida e da morte. Este cenário literário espírita estava previsto nos planos divinos pois as grandes mudanças espirituais só poderiam ser feitas e concluídas quando o evangelho de Jesus estivesse a disposição e alcance de todos os homens encarnados.


Em nossa seara começamos,timidamente, estudando a doutrina tríplice em pequenos grupos de trabalhadores, aos domingos a tarde, para na sequencia realizarmos o Atendimento Fraterno. Mas logo no ano seguinte já eramos cobrados de um estudo sistematizado e partimos para a procura de algo que fosse adequado ao nosso publico, considerado a observação do mentor Ricardo, responsável pela área de ensino da nossa seara: todos os trabalhadores (voluntários) desta seara deverão ter estudo doutrinário que deverá ser ministrado de forma simples, com vocabulário simples, mas com grandes ilustrações e exemplificações, pois na sua grande maioria serão estudantes com baixo nível intelectual. Os programas de estudo a serem desenvolvidos deverão dar ênfase ao amor que será o ponto de referência desta casa. As portas deverão estar sempre abertas para aqueles que aqui chegarão mas nem todos ficarão, uns porque não desejam sair da comodismo, outros atenderão aos seus cobradores e outros serão selecionado por nós para seguir o caminho do Cristo.


Para sistematizar um estudo formos pesquisar e buscar em outras searas mais antigas os modelos convencionais para não fugirmos a realidade do movimento espirita, conforme segue:


FEESP - Federação Espirita do Estado de São Paulo - 15 anos de curso

Edgard Armond (Maria de Magdala ) - 7 anos

Grupo Assistência Casa de Emmanuel - 7 anos

Centro Espirita Perseverança - 6 anos

CEME - 7 anos

Grupo Asseama (para animais) - 6 anos


Na pesquisa formos informados da rotatividades de alunos pois a grande maioria desistia dos cursos em função da periodicidade dos cursos, dificuldade de interpretação dos textos literários, dificuldade com vocabulários, custo alto na aquisição dos livros doutrinários e quebra de expectativa. Sendo assim procuramos adaptar os nossos cursos da seguinte forma e que foi aprovado pelo Mentor Ricardo:


1o. Ano - Curso Básico - Livro dos Espíritos com leitura complementar do Evangelho.

2o. Ano - Curso de Aprendizes do Evangelho - Estudo da Bíblia e do Evangelho.

3o. Ano - Curso de Mediunidade e Pratica Mediúnica.

4o. Ano - Curso de Reforma Íntima.

5o. Ano - Curso Discípulos de Jesus - Estudo do Consolador.


Disponibilizamos o curso nas segundas-feiras e domingos para atender a necessidade do publico que tinha compromissos a noite nos dias úteis e criamos um grupo especial aos domingos para analfabetos. Com o tempo vimos a necessidade dos analfabetos buscarem se alfabetizar e iniciamos um convênio com uma colaboradora que se predispôs a realizar este trabalho e na semana de inicio das atividades ela desencarnou e não apareceu mais nenhum interessado. Hoje quando algum analfabeto nos procura nós damos um encaminhamento para uma ONG próxima ao BC para depois recebe-lo no curso.


Convidamos 09 trabalhadores antigos da casa com nível universitário e demos a eles o desafio de se tornarem expositores da doutrina, sendo um para cada turma e para cada dia ( domingo ou segunda-feira ); implantamos o cadernos de exercícios; os trabalhos de pesquisas; implantamos as avaliações de conhecimento; o teto de faltas; palestras complementares aos sábados; resumo e formatação dos diversos livros doutrinários numa apostila mais simples, de fácil entendimento e baixo custo; disponibilização de um coordenador de estudos e no final de cada ano, junto com a aprovação ou reprovação, a entrega de uma carta pessoal dos mentores de cada pessoa informando os pontos positivos ou negativos a serem revistos e reforçados a partir da entrega daquele documento.


Para mim, como dirigente, tínhamos criado um modelo perfeito mas fomos nos surpreendendo com o passar do tempo com as reclamações, observações, criticas, conforme as descritas abaixo:


- Pessoas queriam ser voluntárias sem estudar. A espiritualidade não permite.

- Pessoas achou que 05 anos é muito tempo de estudo. Desistiram.

- Alunos entregavam exercícios atrasados; outras nem entregavam.

- Alunos faziam as pesquisas na base do Control C / V da internet sem ao menos ler.

- Alunos reclamavam das provas com alternativas pois diziam que era para confundi-los

- Alunos reclamavam das provas escritas pois sabiam tudo mas não sabiam como escrever.

- Alunos reclamavam de alguns expositores; chegaram a pedir a saída de alguns deles.

- Alunos não tem interesse em leituras de livros e tão pouco no Movimento Espírita.

- Alunos displicentes com excesso de faltas.

- Alunos que deixaram a casa com raiva por não terem sido aprovados.

- Expositores não queriam dar aula no 1o. ano por ser um publico novo na doutrina com uma serie de questionamentos, duvidas, etc.

- Expositores foram ficando cansados ao longo do tempo por não terem substitutos.

- Baixíssima aderência de voluntários nos cursos de formação de expositores.

- Expositores faziam provas simplistas para agradar a classe prejudicando os alunos.

- Expositores não queriam ser apontados como "severos" ou "ruins" pelas cobranças.

- Medo dos expositores em fazer colocações pessoais para "alunos problemas".

- Pouca aderência nas palestras complementares dadas aos sábados.

- Descredito nas cartas dadas pelos mentores por não aceitar "o espelho".

- Reclamação nos preços das apostilas.

- Dificuldade dos coordenadores acompanharem "de perto" os alunos, expositores e ter traquejo para contornar situações.


Mas tudo isso poderia ter sido relevado se não começasse a virar indisposições, motivos de conversas paralelas, descontentamentos e o principal, a criação de brechas dentro da seara, nos colocando na vulnerabilidade para ataques de irmãos trevosos.


E foi assim que decidimos por buscar o modelo que muitas casa usam de múltiplos expositores e um aluno monitorando a sala; a exclusão do caderno de exercício e da carta do mentor, a centralização das confecção e correção das provas pelo dirigente, criação de um e-mail para tratar as duvidas, pendencias, criticas e sugestões com o coordenador do estudo. Mas mais uma vez não fomos bem sucedidos pois voltaram a reclamar da falta de experiencia de alguns expositores, não respeitar os monitores de sala, reclamar das provas e voltar as conversas paralelas de corredor.


Voltamos então ao expositor único com um substituto; o convite a alguns expositores novos que terão seu trabalho acompanhado e monitorado pelo expositor mais experiente da sala; direcionamento ao respeito do monitor de sala que continuara com a missão da abertura e encerramento das aulas; a entrega da confecção e correção da prova ao expositor da sala com aval do dirigente da seara.


É de conhecimento de todos que vamos aos poucos acabando com as aulas dos domingos para ceder lugar ao Atendimento Fraterno que será feito das 09h00 às 11h00 para evitar a baixa aderência de trabalhadores nos domingos por conta de seus compromissos familiares.


Neste final de ano, faremos uma plenária para revisitarmos este assunto. Mas até lá todos precisam se conscientizar da necessidade dos estudos não para ser um trabalhador do Bom Caminho mas como um investimento para sua vida moral e espiritual para toda a eternidade. De nada adianta só querermos ajudar se não temos diretrizes claras de como ajudar e por isso Kardec sinalizou em seus ensinamentos: Espiritas amai-vos e instrui-vos.

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