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  • mario

Desastre de Petrópolis

Na semana posterior ao desastre da natureza em Petrópolis com o desencarne de centenas de pessoas realizamos no Grupo de Doutrinação um trabalho voltado ao resgate dos irmãos desencarnados. O trabalho foi realizado em duas sessões e muitos dos irmãos não puderam ser resgatados devido ao apego material. O que nos chamou a atenção e este é o motivo deste blog foi a solidariedade entre os irmãos que mesmo sabendo do momento da morte, em situações de desespero, não soltavam as mãos uns dos outros. Muitos ao serem, aqui assistidos, ainda continuavam gritando para outros que continuassem firmes segurando suas mãos. O trabalho foi de muita dor moral para todos nós, envolvendo sentimentos de compaixão, angustia, impotência e reflexões das mais variadas. No final dos trabalhos o mentor Dr.Rhuan discursou sobre o tema "Empatia", ou seja a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar de forma como ela pensaria ou agiria. E dentro deste tema, pensarmos como é a nossa compreensão ao ouvir o problema ou a dor do outro; a aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende. Pediu que refletíssimos, se realmente, somos solidários, como muitas vezes dizemos ser. E que esta sessão deveria ser um "marco" para mudanças de atitudes até então duvidosas em relação aos cuidados com o outro quando aqui estamos como trabalhadores do Cristo.


Quando o mentor chega a fazer esta colocação para nós é obvio que ele observa nossas condutas, ainda, egoístas, onde queremos sempre os primeiros lugares, os privilégios, a atenção diferenciada diante de todas as situações da vida mas não temos a mesma condescendência para com os outros.


Muitas vezes observo o comportamento de trabalhadores que diante das adversidades da vida arruma todo o tempo do mundo para aqui estar e receber os benefícios da espiritualidade mas quando a mesma espiritualidade precisa da nossa energia para ajudar ao outro, nos colocamos os obstáculos, as vezes, fúteis, que impede a nossa presença.


Isto é notável aos sábados, que todos alegam compromissos, nas se marcarmos uma limpeza espiritual do lar em um sábado, o compromisso deixa de existir. Estou mentindo ?


Muitas vezes faltamos ao trabalho, também por motivos fúteis ou motivos que poderiam ser negociados para outros momentos e queremos que a casa "entenda" seus motivos mas não temos a menor preocupação se naquele dia eu sobrecarregar meu colega de trabalho, se a minha energia vai ou não fazer falta na corrente magnética prejudicando o atendimento fraterno, então Dr. Rhuan está certo quando pede que repensemos sobre a empatia e se realmente somos solidários, como dizemos ser.


Tio Mário.

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