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  • mario

As diversas faces de uma Casa Espírita

Nos meus 60 anos de frequência à casas espíritas como, Centro Espírita Dr. Minitino, Centro Espirita Perseverança, Centro Espirita Edgard Armond, Centro Espirita Maria de Magdala, Federação Espirita de São Paulo, Centro Espirita Casa de Emmanuel, Centro Espirita Pequeninos de Jesus e agora Bom Caminho me deparei "sempre" com as mesmas problemáticas, dos seres humanos:


1. Busca de um centro espirita - são raríssimas as pessoas que vão a um centro espírita a busca de um aperfeiçoamento moral, querendo tornar-se um ser espiritualizado e iluminado. A grande maioria vai a busca de benefícios de todas as ordens como, profissionais, sentimentais, conjugais, familiares, saúde, etc e quando chegam a terminar seus tratamentos descobrem que foram necessárias tais adversidades para levá-los a este local para descobrirem que são grandes devedores na justiça divina e precisam "trabalhar" para salda-las. Outros nem mesmo terminam seus tratamentos pois ao longo da frequência à seara sentem a aproximação do compromisso aos quais não estão prontos ou não querem assumi-los, mantendo-se nas zonas de conforto, mesmo, que seja em estado de sofrimento.


2. Trabalhadores espiritas - Poucos são os endividados que se reconhecem como "Trabalhadores do Cristo" com "poderes especiais" para que cumpram suas missões de redenção através do trabalho da caridade. E esta falta de reconhecimento, falta de fé nos desígnios do Pai, que lhes dá, esta grande oportunidade de ressarcimento de dividas passadas, faz com que o os trabalhadores sintam-se como simples "voluntários" que já "fazem muito" em beneficio da seara onde atuam ou para as pessoas a quem dedicam-se algumas horinhas semanais de suas vidas.


3. Caridade - embora o evangelho de Jesus seja bem claro no que tange as diversas modalidades da caridade, os trabalhadores do Cristo sempre julgam "o pouco" que fazem como o suficiente para ressarcir suas enormes dívidas do passado. Assim as casa espiritas criaram, por orientação da espiritualidade, os diversos grupos de trabalho para que cada um possa cumprir suas horas de trabalho como monitoração espiritual, tendo a oportunidade de aprender com o necessitado, rever seus valores, crescer como ser espiritual e receber da própria espiritualidade o feed-back necessário se estão ou não no caminho certo da redenção, já que nossos mecanismos de defesa sempre apontarão que já fizemos o suficiente e podemos voltar as nossas zonas de conforto.


4. Reforma Íntima - independente da religião todos nós sabemos que a iluminação e a espiritualização só serão atingidas através de dois caminhos: a caridade desinteressada e as mudanças interiores, senhas, para o tão esperado paraíso. Mas enquanto entendermos que as mudanças são cobranças e não atitudes continuaremos sofrendo as dores morais e físicas que trazem o auto-burilamento, as duras penas.


Enfim, os trabalhadores da Casa Bom Caminho, diferente de muitas searas, tem o privilégio de ouvirem seus mentores pessoais ou os mentores da seara, a chamada de atenção aos erros e acertos pessoais tanto dentro como fora da seara e nos últimos tempos trazendo os alertas para muitos de nós que estamos "brincando" de sermos trabalhadores do Cristo pois nossas condutas estão aquém do esperado de um verdadeiro cristão; que muitos de nós ainda não reconhecemos o nosso verdadeiro valor como espíritos eternos e continuamos a dar prioridade ao mundo material servido ao Mamon; que muitos de nós, ainda, não consegue visualizar e entender a nossa família espiritual e nos escravizamos aos sentimentos pequenos de um lar onde representamos, hoje, papeis de pais, filhos, etc; que muitos de nós ainda não conseguimos entender que o próximo a quem prestamos a nossa caridade é na realidade nossos comparsas do passado a quem devemos obrigações morais e materiais; que muitos de nós não temos a fé necessária em Deus e em nós mesmos para levar a cura a tantos doentes do corpo e da alma; que muitos de nós não deseja sair da condição de carente afetivo para priorizar a dor moral do outro, que é, mais necessitado do que nós; que muitos de nós ainda não conseguimos atender aos apelos das regras, normas e disciplinas necessárias e importantes para o nosso futuro, quando retornarmos ao mundo verdadeiro, que é todo regrado por leis divinas e ondas vibratórias que inibirão nossos desejos, vontades e liberdade.


E todo este alerta é porque os tempos são findados e as dores estão batendo nas portas e muitos não estão buscando, verdadeiramente, os merecimentos necessários para receber ajuda e pior ainda, muitos estão se deixando levar pelas influencias de espíritos trevosos, que traz o desanimo, a desmotivação, a fascinação, a ilusão, a contrariedade, a irritabilidade e o afastamento de seus compromissos espirituais e como estas brechas são dadas pela nossa invigilância, os mentores pouco poderão fazer a não ser se lamentarem ao nos ver, no momento do desencarne, sendo levados para os diversos níveis dos umbrais depois de tantos conhecimentos, de tantas inspirações, orientações e esclarecimentos. E pior ainda, na impossibilidade de retornarmos a Terra em futura reencarnação, manteremos vivos em nosso subconsciente, em outro planeta, a vaga lembrança do tempo que perdemos lutando por uma existência de inutilidade moral, deixando para traz todas as conquistas materiais, os afetos e os amores que julgávamos mais importantes do que nossa auto-iluminação.


Observação: Na semana passada peguei um táxi e pelo numero de guias penduradas no retrovisor percebi tratar-se de um irmão umbandista e conversando com ele sobre os trabalhos ele me disse que naquela noite estaria indo para os trabalhos de esquerda com a incorporação de Exús e que nestes trabalhos ele incorporava às 20h00 e desincorporava por volta das 05h00 ou 06h00 da manhã quando terminava a gira e que duas vezes por semana era assim, como em qualquer centro de umbanda. Fiquei com vergonha de dizer que começavamos às 20h00 e acabamos às 22h00 com um monte de trabalhador olhando feio para o relógio.


Leiam e reflitam e preparem-se para as entrevistas pessoais.


Tio Mário

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