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  • mario

9a. Aula reforço de Mediunidade

MEDIUNIDADE, METAPSÍQUICA E PARAPSICOLOGIA


Os fenômenos psíquicos (do grego psyché: alma, espírito), estudados pelo Espiritismo, pela Metapsíquica e pela Parapsicologia têm como agente o Espírito, ser humano sensível e inteligente.


Para a Doutrina Espírita, tais fenômenos, considerados naturais, são de duas categorias: os mediúnicos e os anímicos (emancipação da alma). Os primeiros são intermediados pelos médiuns: “médium é toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos. Essa faculdade é inerente ao homem e, por conseguinte, não constitui um privilégio exclusivo.”


Mediunidade é a faculdade psíquica que os médiuns possuem, manifestada de forma mais ou menos intensa, e por meio de uma variedade significativa de tipos (videntes, psicógrafos, audientes, musicistas, de cura etc.). A prática mediúnica é denominada mediunismo.


Na segunda categoria, ainda segundo o Espiritismo, temos os fenômenos anímicos (do grego, anima = alma) ou, mais propriamente, de emancipação da alma. São produzidos pelo próprio Espírito encarnado que, nesta situação, não age como intermediário ou intérprete do pensamento dos Espíritos. Partindo-se do princípio de que todo ser humano é médium, o Espírito André Luiz assim conceitua animismo — ou prática dos fenômenos anímicos: “conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação.” E mais: Temos aqui muitas ocorrências que podem repontar nos fenômenos mediúnicos de efeitos físicos ou de efeitos intelectuais, com a própria inteligência encarnada comandando manifestações ou delas participando com diligência, numa demonstração que o corpo espiritual [perispírito] pode efetivamente desdobrar-se e atuar com os seus recursos e implementos característicos, como consciência pensante e organizadora, fora do carro físico.


A Metapsíquica ou Metapsiquismo indica, segundo a Psicologia, “um corpo de doutrinas, sem base no método científico, que se funda na aceitação da realidade dos espíritos, fenômenos espiritistas, criptestesia etc. A parapsicologia é uma tentativa de aplicação dos métodos científicos a esses fenômenos, usualmente inexplicados”.


A Metapsíquica foi fundada por Charles Robert Richet (1850–1935), médico francês e Prêmio Nobel de Medicina em 1913, como conclusão dos seus estudos com médiuns e, sobretudo, com pacientes obsidiados, portadores de distúrbios mentais, conforme consta em sua obra Tratado de metapsíquica. Richet definiu a Metapsíquica como “ciência que tem por objeto a produção de fenômenos mecânicos ou psicológicos devidos a forças que parecem ser inteligentes ou a poderes desconhecidos, latentes na inteligência humana.”


Classificou os fenômenos metapsíquicos, com base no estudo da mediunidade, em Metapsíquica Subjetiva e Metapsíquica Objetiva, tendo como referência, respectivamente, a mediunidade de efeitos físicos e a de efeitos inteligentes, da proposta espírita de Allan Kardec.


A Metapsíquica Subjetiva abrange os fenômenos telecinéticos, palavra derivada de telecinesia (do grego, tele e kinese = mover à distância), significa “capacidade de mover fisicamente um objeto com a força psíquica (da mente), fazendo-o levitar, mover-se ou apenas ser abalado pela mente.” Esses tipos de fenômenos metapsíquicos são denominados pela Parapsicologia como TK (telekinesis) ou PK (psicokinesis). Para Richet e seguidores, a telecinesia é possível porque o indivíduo mobiliza, de forma inconsciente, energias fisiológicas (fluido vital) que impregnam um determinado objeto, movendo-o. A telecinese seria uma exteriorização do psiquismo inconsciente.


Atualmente, a telecinesia é estudada de acordo com a metodologia científica, de forma que parapsicólogos e cientistas já obtiveram alguns bons resultados, como os estudos realizados na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) com a dona de casa russa Nina Kulagina que, durante muitas décadas foi estudada e testada por vários parapsicólogos e cientistas em geral, os quais concluíram que ela realmente possuía telecinese, além de outros poderes paranormais — como clarividência. Nos estudos, registraram que quando Nina realizava telecinese, ela passava por mudanças físicas extremamente aceleradas e alteradas nos batimentos cardíacos (chegava a 240) por minuto), ondas cerebrais e campo eletromagnético. Em 1990, enquanto ela realizava uma suposta demonstração telecinética, acabou morrendo por ataque cardíaco.


A Metapsíquica objetiva refere-se a uma classe de fenômenos denominados criptestesia, termo criado por Richet, para especificar o conhecimento que algumas pessoas obtêm de acontecimentos ou fatos, presentes e futuros, por intermédio da percepção paranormal, isto é, sem ação dos órgãos dos sentidos. Nessas condições, a pessoa estaria sob efeito de estímulos psíquicos e anímicos, ainda não suficientemente explicados pela Ciência.


A Metapsíquica objetiva é nomeada pela Parapsicologia como Percepção Extrassensorial, ou PES, expressão cunhada por Joseph Banks Rhine, professor da Universidade de Duke, estado de Virgínia, nos Estados Unidos da América, e fundador da Parapsicologia.


No século XX surge a Parapsicologia, também conhecida como Pesquisa Psi. A Parapsicologia (do grego para = além de + psique = alma, espírito, mente, essência + logos = estudo, ciência), significa, literalmente, o estudo do que está além da psique, viabilizado por indivíduos popularmente conhecidos como “sensitivos” ou “psíquicos”.


A experimentação científica de tais fenômenos paranormais teve início nos Estados Unidos, em 1927, quando o prof. J. B. Rhine fundou o Instituto de Parapsicologia da Universidade de Duke, hoje Instituto Parapsicológico de Durham. A Parapsicologia é o campo da psicologia que investiga todos os fenômenos psicológicos que, aparentemente, não podem ser explicados em termos de leis ou princípios científicos naturais. A parapsicologia inclui o estudo e investigação da clarividência, telepatia, transes, telecinese, mediunismo, poltergeist etc. A finalidade dos parapsicólogos é colocar esses fenômenos no âmbito das leis naturais, ampliando — se necessário — as fronteiras destas últimas.


Neste sentido, Rhine apresentou a seguinte classificação, considerada fundamental para o estudo e pesquisa do assunto: Fenômenos psicocinéticos, PK (psychokinesis) ou TK (telekinesis), assim caracterizados por ações diretas do sensitivo no meio ambiente. Se estas ações produzem grandes efeitos, percebidos pelos circunstantes, diz-se macro-PK.

As ações menores, de pouco impacto ambiental, recebem o nome de micro- PK. São fenômenos psicocinéticos (PK): a) telepatia — transmissão mental de pensamentos e emoções; b) clarividência —visualização mental de coisas, acontecimentos, cenas e pessoas do mundo físico, através de um corpo opaco Telecinésia, ou à distância (seria a dupla vista da classificação espírita); c) clariaudiência — percepção de sons, ruídos, frases, músicas, vozes, etc., provenientes do plano físico e do extrafísico, não percebidos pelas demais pessoas; d) precognição — previsão de acontecimentos futuros; e) retrocognição — relatos de acontecimentos ocorridos no passado, desconhecidos do sensitivo; f) psicocinesia — ação mental sobre objetos materiais, localizados no plano físico, movimentando-os ou produzindo os efeitos, inclusive alteração de forma.


Fenômenos extrassensoriais (PES: percepção extrassensorial) que se encontram divididos em três tipos: Psi-Gama (telepatia, clarividência, clariaudiência, xenoglosia etc.), Psi-Kapa (levitação e/ou transporte de objetos e pessoas) e Psi-teta, que são os fenômenos mediúnicos, propriamente ditos.


Em síntese, para a Doutrina Espírita os fenômenos paranormais, ou extrassensoriais, são considerados de dois tipos: anímicos e mediúnicos. Os primeiros, assim denominados por Alexandre Aksakof (1832–1903), diplomata e filósofo russo que, ao se apropriar da expressão “anima” (alma), designa os fenômenos paranormais produzidos pela própria alma humana de anímicos, os quais o Codificador preferiu chamar de fenômenos de emancipação da alma.


Os segundos, originalmente designados por Allan Kardec, indicam a faculdade inerente às pessoas de se comunicarem com seres extracorpóreos. Para o Espiritismo, os fenômenos mediúnicos podem apresentar duas formas de manifestação: efeitos físicos, que revelam ações de impacto no meio ambiente, e efeitos intelectuais, cuja manifestação exige certo grau de elaboração mental e de interpretação intelectual. Contudo, importa assinalar, a prática espírita, manifestada na forma do mediunismo e do animismo, fundamenta-se, necessariamente, nos parâmetros de moralidade, expressos no Evangelho de Jesus.

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