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2ª Aula de Reforço do Estudo de Doutrinação

Nós aprendemos na aula anterior a importância da doutrinação de espíritos e queria aqui relembrar que no segmento catolicista existe procedimentos de “exorcismos” que tanto assistimos em filmes, onde o padre (assustado e tremendo) tenta expulsar os demônios do corpo do paciente. Nas igrejas evangélicas vemos a atitude de pastores que se sentem donos de um grande poder e que ao empunhar suas bíblias ao som de louvores traz à tona incorporações de entidades que giram pelo salão e são mandadas embora daquele ambiente pela expressão “saia de corpo em nome de Jesus”. E na realidade estes espíritos, sofredores ou ignorantes, acabam por “afastar-se”, momentaneamente, para mais tarde voltar a perturbar aqueles que consideram como seus algozes.

Kardec, em estudo profundo deste assunto, escreveu sobre “Desobsessão de Espíritos” pois a palavra “Doutrinação” ainda não tinha sido usada em suas obras; a primeira trata-se de afastar os irmãos considerados “encostos” ou “obsessores” dos pacientes sem dar a eles a oportunidade de participar de um espaço de escuta, esclarecimento e acolhimento que veio posteriormente a se tornar reuniões de “doutrinação de espíritos”.

Vou explicar aqui como este trabalho foi criado e como é desenvolvido, hoje, em nossa seara:

  1. Quando alugamos esta casa, em 1999, para a fundação e implantação, do centro espírita, fomos informados, pela nossa mentora espiritual, que este terreno havia sido preparado, em 100 anos, para esta instalação, onde o terreno havia sido tratado com imantações magneticas desde a sua profundidade até a área superior ao telhado da casa; as paredes da casa receberam, entre seus tijolos, uma especie de argamassa espiritual de fortalecimento e tudo isso para impedir a penetração e invsação de espiritos malfeitores que viessem destruir este trabalho.

  2. Foram preparados um grupo de médiuns de psicofonia (incorporadores) e intuição (doutrinadores) para participar deste trabalho.

  3. Por solicitação da mentora as cadeiras foram dispostas dentro do salão formando uma figura de piramide. Nas cadeiras que faziam as pontas da piramide foram selecionados médiuns que ficam o tempo integral do trabalho em oração contínua.

  4. As incorporações nos primeiros anos eram assustadoras, pelas palavras, gritos, acusações, cobranças que chegavam a assustar a vizinhança, que me perguntavam o que acontecia aqui dentro.

  5. Sofremos varios ataques de entidades trevosas enviadas pela Falange de Gabriel (espiritos malignos contra o Cristo) que chegaram a me colocar de cama e em isolamento por duas vezes e a tirar muitos trabalhadores da seara.

  6. Muitos dos ataques foram realizados pela falta de segurança mediunica no ambiente ( intrigas, maledicencias, viciações, condutas inadequadas e desafetos entre trabalhadores ).

  7. Mas fizemos muitos mas muitos socorros, resgates e graças a nossa fé e amor, todos as entidades que nos atacaram acabaram sendo doutrinadas e abandonaram seu antigo chefe para seguir ao Cristo Jesus.

  8. Já presenciamos trabalhadores vomitarem carnes que não deveriam ter comido; já vimos vomitar refrigerantes que não deveriam ter ingeridos; já vimos cair da cadeiraa por rirem de algumas situações engraçadas; já vimos trabalhadores serem apontados por comportamentos inadequados que tem fora da casa e tudo isso é permitido para que possamos ser exemplos daquilo que pregamos para os outros.

Depois de ficar duas vezes na cama em isolamento por conta de ataques reconheci a seriedade que tem que se ter com a preparação do ambiente e dos mediuns para que o trabalho seja realizado com disciplina, segurança e amor. Foram anos de aprendizados onde a fé direcionada cedeu lugar a organização da cadeiras e a piramide passou a ser projetada através dos nossos pensamentos durante a abertura do trabalho. Onde passei a seguir uma orientação da mentora desta casa: “Não tenha excesso de confiança em ninguem e em nada dentro desta seara e de tempos em tempos estaremos testando sua atenção a esta orientação”.

Pelos anos de vivência, entre erros, acertos, inexperiencias conseguimos definir um padrão de atendimento satisfatório que perdura aos dias atuais:

  1. Estabelecemos dias e horarios para este trabalho.

  2. Estabelecemos um equipe fixa e coesa de trabalhadores ( dirigente, incorporadores e doutrinadores).

  3. Criamos uma regra disciplinar de conduta pessoal responsável para os mediuns envolvendo corpo, mente, comportamento, etc.

  4. Criamos um padrão de abertura, condução e encerramento dos trabalhos mantendo o padrão vibratorio necessario para segurança doutrinária.

  5. Estabelecemos um tratamento de equilibrio para todos os trabalhadores de qualquer setor que ultrapasse 15 dias sem comparecer aos trabalhos (proteção pessoal do mesmo e impedimento de criação de brechas no ambiente)

  6. Estabelecemos dois períodos de desobessessão ( agosto e janeiro ) de todos os trabalhadores após férias para assegurar que todos estejam alinhados as energias sutis de segurança da seara.

  7. Criamos ums lista de ambientes a serem visitados durante as reuniões para promover a presença do evangelho, vibração amorosa e resgate de espiritos ( cemiterios, IML, UTIs, pancadoes, biqueiras, cracolandias, prostibulos, etc )

  8. Temos promovido rodas de treinamento, discussões, ouvidoria, afastamentos para tratamentos para que este grupo de mantenha integro e coeso na proposta de socorro fraterno

Hoje nossa seara prima pelo atendimento fraterno sendo reconhecida no plano espiritual pela disciplina, devotamento, abnegação e amor da grande maioria de seus trabalhadores; reuniões estruturadas e fundamentadas no auxilio fraterno e amor incondicional a tos os necessitados sem importar-se sobre sua origem ou historia pregressa. Temos ainda muitos pontos a serem ajustados a nível de capacitação medíunica através de estudo e práticas mas podemos dizer que estamos no caminho certo conforme orientação dos nossos benfeitores espirituais. Acredito que todos os trabalhadores da seara quando acreditarem em si proprios, no poder da fé e do amor, poderemos atingir níveis profundos, abissais, para recolhermos aqueles que nem se lembram que um dia foram uma alma em envolução.

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