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2ª Aula de Reforço da Mediunidade

Meus amigos, segue a 2ª.aula de Reforço da Mediunidade para leitura.

A mediunidade é um recurso ofertado por Deus a todos os seres encarnados para que pudéssemos manter uma relação com o mundo invisível recebendo dos espíritos, mais evoluídos, orientações, aconselhamentos e inspirações que nos ajudasse em nossa trajetória terrena e evitássemos o nosso fracasso reencarnatório e ao mesmo tempo pudéssemos ajudar irmãos, que estando no plano espiritual, precisassem da nossa ajuda através do ambiente terreno. A grande troca fraternal. Para que a mediunidade não fosse considerada um “dom” ou um “privilégio” divino para alguns seres associou-se este canal de interação material-espiritual e espiritual-material com a glândula pineal existente em todos os cérebros humanos por tanto este recurso é de todos e para todos.

A mediunidade sempre esteve presente na vida do homem encarnado e como as reencarnações são solidárias, guardamos em nosso subconsciente, as experiências bem ou malsucedidas da aplicação deste recurso em nossas diversas existências, trazendo à tona, na existência atual, receios, medos etc. que abrangeremos mais à frente.

Estudando a história dos homens diante da mediunidade e lembrando das experiencias vivenciadas podemos dividir no tempo e no espaço a história em etapas que vamos chamar de “ horizontes “ conforme segue:

  1. Horizonte tribal – período primitivo onde acreditava-se e reverenciava-se forças poderosas da natureza, que se chamavam de Totens. Como muitos espíritos que viveram naquela época reencarnaram recentemente, trouxeram esta crença, para o mundo moderno, através das “runas” (pedras) , “plantas de benzimentos” (guine, arruda, búzios), animais (gatos, vacas). Etc.

  2. Horizonte agrícola – início de um sistema de crenças como culto de ancestrais (índios), domesticação de animais, adoração de objetos, surgimento de vários deuses. Da mesma forma anterior temos no mundo atual, seitas de cultos de ancestrais, Xamãs, adoração de pedras místicas e temos ainda divisões na crença de um Deus Único.

  3. Horizonte civilizado – surgem os oráculos, cultos a divindades especiais, templos para a pitonisas (médiuns), etc. que também perduram até os nossos dias atuais, através de cartomancias, consultas espirituais através de jogos etc.

  4. Horizonte profético – surgem os fenômenos das comunicações bíblicas, muitas irracionais, como Deus indicando povos a serem invadidos e massacrados; também temos vestígios até hoje de povos que morrem e matam em nome de Alláh.

  5. Horizonte espiritual – momento atual onde buscamos o conhecimento mediúnico com bases na ciência moderna.

Então podemos constatar através de estudos antropológicos que a mediunidade sempre foi conhecida, tratada, exercida de acordo com o nível de conhecimento e sabedoria de cada um, fazendo parte da cultura e da história da religião do homem. Muito dos “saberes” estão impregnados até hoje em muitos de nós que ainda reverenciamos o passado através de um cenário moderno por falta de estudo e amplitude de conhecimento. Não podemos esquecer que a mediunidade não é um recurso que recebemos nesta encarnação atual, mas que já a carregamos ao longo das nossas existências, onde servimos tanto ao bem como ao mal, no papel de alquimistas, bruxos, magos etc. onde tivemos finais felizes e trágicos dentro das práticas mediúnicas e assim trouxemos no subconsciente para a vida atual os medos, receios, bloqueios que nos impede a entrega total e simplória da mediunidade como um compromisso de evolução.

Quantos médiuns se afastam, em silêncio, da ação edificante a que foram chamados e só os Amigos da Espiritualidade lhes testemunham o medo inconfessável, a lhes apertar os corações. Um dos muitos tipos de médiuns frustrados no intercâmbio espiritual e que escapam até agora de toda classificação é o médium “medroso”. As pessoas impressionáveis quase sempre revelam espontâneas suscetibilidades incluindo naturalmente o medo por um dos agentes essenciais da sensibilização mediúnica. Complexadas por algum fato ou conversa ouvida, leitura ou referência que lhes vincaram a emotividade, reminiscências do passado, alimentam o terror ante o exercício das faculdades psíquicas, sem qualquer razão de ser.

O medo é uma espécie de braço invisível, frenando, inutilmente, legiões de trabalhadores valorosos à margem do serviço. Se faz necessário saibamos curar estas problemáticas pela medicação do amor fraternal e do esclarecimento lógico, sem perder de vista que a ocorrência mediúnica é manifestação de espírito para espírito igual aos sucessos corriqueiros da vida terrestre. A coerência com os princípios espíritas que aprendemos ensina-nos que a criatura de fé verdadeira nada teme, senão a si própria, atenta que vive às fraquezas pessoais. Em razão disso, é correto receares simplesmente a ti mesmo, em todos os sentimentos que ainda não conseguiste disciplinar.

Por que motivo devemos nos assustar diante dos desencarnados, que são, na essência, personalidades iguais a nós mesmos? Espíritos benevolentes e esclarecidos são mentores preciosos que merecem apreço e espíritos doentes ou infelizes não devem ser temidos, por serem necessitados de mais amor. Medo é inexperiência que precisa ser corrigida, através do trabalho mediúnico, raciocinado com o Evangelho e perseverando na tarefa de fraternidade. Lembrem-se, sempre, que é dever dos dirigentes de casas espíritas e dos mentores da mesma proporcionar, na atualidade a educação e o desenvolvimento pratico da mediunidade para a formação e capacitação de médiuns produtivos a serviço do intercâmbio mas antes disso deve existir o querer, o desejo, a abnegação e o devotamento a causa do bem, reagindo contra qualquer receio infundado, mantendo-nos na tranquilidade da confiança, no esforço da fé, na leitura edificante e na meditação construtiva e reconheceremos que os benfeitores da Vida Maior nos farão descobrir no trabalho mediúnico o áureo caminho da verdade e o portal sublime do amor.

O que percebemos, no geral, é que muitos irmãos medianeiros ainda não se conscientizaram da grandeza deste recurso divino e o seu papel diante da nobreza do intercâmbio mediúnico acreditando ser o trabalho mediúnico uma imposição divina, a escala de trabalho como uma obrigação e a disciplina mediúnica uma restrição ao exercício do livre arbítrio.

E assim vamos perdendo, muitas vezes, a grande oportunidade de fazermos da nossa reencarnação, uma reencarnação-chave.

Considerações do Tio Mário :

  1. Eu me lembro desde a minha infância o contato direto com as mais variadas situações de intercambio espiritual e que eu tratava com naturalidade não dando tanta importância aos fenômenos, mas sim aos sinais que eles representavam e vivia na prática da caridade desde adolescente sem me importar se tinha ou não um espírito me conduzindo pois eu apenas me deixava conduzir pela minha intuição de fazer e praticar o bem. E percebi que muitos de nós somos assim, mas quando queremos dar “nome” a tudo que nos acontece e querer colocar os “porquês” à frente de tudo, vamos perdendo essa naturalidade de servir e ser servido.

  1. Eu queria aproveitar, que estamos falando de intercâmbio mediúnico e citar que tudo que acontece dentro do ambiente espiritual da nossa seara, como fatos, fenômenos, casos, resgates, profecias, devem ficar somente dentro do nosso círculo de conhecimento pois alguns irmãos têm assustado seus familiares e amigos com narrações indevidas, que não refletem a realidade dos fatos e tão pouco são de compreensão deles, pois tenho recebido informações a este respeito. As pessoas lá fora devem receber, de nós, somente palavras de incentivo, consolação e esperança. A disseminação do evangelho se dá pela exemplificação de comportamento e quando formos questionados sobre qualquer assunto referente a doutrina devemos dar esclarecimentos “fundamentados” através dos “princípios espíritas” e se a curiosidade for grande, ofertar-lhes o Livro dos Espíritos e o Evangelho Segundo o Espiritismo ensinando a leitura e a interpretação. Este é o verdadeiro papel do medianeiro que deve carregar em si a humildade e a discrição para não se tornar ferramenta de falsos profetas ou ser o próprio falso profeta.

Qualquer dúvida ou comentário estamos à disposição.

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