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  • mario

10a. Aula - Doutrinação

52. Como o doutrinador deve abrir a reunião para tratamento de doutrinação?

Não há uma norma rígida e genérica para a abertura desses trabalhos, registrando-se pequenas diferenças de grupos para grupos. No Bom Caminho o dirigente efetua prece de abertura, subida vibratória, leitura e comentário do evangelho e passando a direção dos trabalhos ao mentor espiritual.

53. Que guia o doutrinador deve adotar para a prece do início ou do fim da sessão de doutrinação?

O Evangelho Segundo o Espiritismo, no seu capítulo XXVIII, item 7, oferece um bom roteiro de preces para a abertura e término das sessões mediúnicas. Estamos apenas oferecendo um modelo, mas a prece não precisa ser lida nem decorada. É melhor que saia mesmo do improviso, da espontaneidade do coração confiante e fervoroso.

54. Como o doutrinador atender aos impositivos da direção espiritual da reunião, se ele não é portador de nenhum recurso mediúnico?

E quem pode afirmar isso, que o dirigente de uma reunião mediúnica não disponha dos canais de comunicação direta com os dirigentes espirituais, mesmo acreditando-se totalmente nulo em matéria de mediunidade? A vivência espírita nos mostra que essas pessoas que têm sobre os ombros tão delicadas tarefas são geralmente mais médiuns do que muitas outras que exibem qualidades mediúnicas ostensivas. O que pesa nesses compromissos são o conhecimento e as qualidades morais do doutrinador, os sentimentos de amor e a disciplina no desempenho dos seus deveres, que o colocam em perfeita sintonia com os dirigentes espirituais. Essas qualidades desenvolvem o campo da intuição, possibilitando-lhe registrar com muita precisão os pensamentos e orientações dos condutores e demais participantes dos trabalhos no plano espiritual.

55. Como o dirigente deve tratar a questão dos médiuns que faltam constantemente aos trabalhos de desobsessão?

O dirigente deve orientar os participantes do grupo quanto à presença deles nas reuniões regulares, nos horários certos e devidamente preparados, fazendo-os ver que o relaxamento dessas responsabilidades implicará prejuízos no campo do socorro espiritual aos necessitados que são previamente programados para o atendimento fraterno. É a mesma coisa que médicos e enfermeiros 24 responsáveis por determinados programas de cirurgias, em dias e horários fixados pela direção do hospital, resolvessem não comparecer sem qualquer comunicado prévio que permitisse ao hospital adotar as substituições ou outras providências cabíveis para não prejudicar os pacientes nem comprometer os serviços da instituição. A falta aos trabalhos de desobsessão só deve ocorrer por motivos urgentes e justos e, mesmo assim, segundo orientação de André Luiz em Desobsessão, o trabalhador deve comunicar previamente sua ausência ao dirigente, para evitar prejuízos e não estimular a indisciplina. Nos casos de falta sistemática, é recomendável substituir o médium por outro que queira assumir o compromisso.

56. E como avaliar também o doutrinador que não cumpre os horários e falta com freqüência às sessões, obrigando a Casa a improvisar substitutos, de última hora?

Vamos deixar que o Espírito André Luiz responda, em Conduta Espírita, essa questão que costuma afetar frequentemente as sessões mediúnicas e as próprias Casas Espíritas. "Somente a forja do bom exemplo plasma a autoridade moral. Observar, por isso, rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo de realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda para atender à solicitação sem objetivo justo. Ordem mantida, rendimento avançado". É bom que os candidatos a doutrinação ou doutrinadores já em atividade procurem refletir sobre essa orientação de André Luiz. E ainda a propósito, mais uma vez nos socorre Emmanuel, através de Fonte Viva: "É indiscutível a nossa imperfeição de seguidores da Boa Nova. Todavia, obedecendo ou administrando, ouvindo ou combatendo, é indispensável afinar o nosso instrumento pelo diapasão do Mestre, se não desejamos prejudicar lhe as obras". Se por falta de assiduidade do doutrinador, o trabalho do grupo for comprometido, ele deve ser imediatamente substituído, se não tiver a sensatez de ser o primeiro a tomar a iniciativa de pedir seu afastamento e recorrer à orientação da Casa.

57. Qual deve ser a postura do doutrinador diante de manifestações de risos, gracejos, lorotas, achaques, piadas ou outras situações de hilaridade provocadas por Espíritos brincalhões e galhofeiros nas sessões mediúnicas?

No livro Devassando o Invisível, conta a médium Ivonne A. Pereira que certa feita, em desdobramento, ela se viu diante de uma falange de entidades dessa natureza, que obsidiavam uma sua parente de 10 anos. Ao ver as palhaçadas, gestos e carantonhas dos infelizes, teve impulso de rir, no que foi imediatamente contida por seu mentor Charles, que a admoestou: — Rir-se é aplaudir, louvar seus atos e, portanto, afinar com eles... Haveria troca de vibrações... e de qualquer forma se estabeleceria o malefício... Será necessário ao médium como ao Espírito (ela estava desdobrada), diante deles o domínio de toda e qualquer impressão e emoção, um equilíbrio isolante traduza superioridade moral. E acrescenta Roque Jacinto, em Doutrinação: "Por maior o ridículo da posição ou da situação, da expressão ou do dito jocoso daqueles que nos procurem no intercâmbio mediúnico, não devemos acolhê-los como convites perturbadores, porque corremos o risco de desbaratar as energias concentradas para o atendimento caritativo".

58. O doutrinador deve permitir manifestações depois de encerrados os trabalhos da reunião de desobsessão?

"Parece uma coisa ilógica encerrar-se um trabalho de qualquer natureza e ele continuar se desenrolando", eis como se pronuncia a propósito Carlos Imbassahy. É da maior importância que doutrinador e médium estejam atentos para não estimular manifestações em locais e horário inadequados. Os Espíritos esclarecidos sabem se comunicar no instante e no local apropriados, evitando qualquer interferência que não seja do legítimo interesse, necessidade e conveniência das sessões mediúnicas. São os Espíritos desajustados que se aproveitam de médiuns invigilantes para forçar indisciplinas. Nesses casos, cabe ao doutrinador, "agindo com presteza e com discrição possíveis, convidar o Espírito para se retirar, esperando o momento aconselhável para expressar-se como necessita" — eis a recomendação do Espírito Odilon Fernandes, através do médium Carlos A. Baccelli, na obra Mediunidade e Evangelho. Em O Livro dos Médiuns, 2a. Parte, Questão 282, item 25, vamos encontrar a mesma orientação, se não for oportuna a manifestação do Espírito.

59. Quando o dirigente esclarecedor encerra a reunião de doutrinação no Plano Físico significa também que os trabalhos estejam encerrados no Plano Espiritual? Nem sempre, porque, apesar de sintonizado conosco na disciplina benéfica, o Plano Espiritual atende a nuanças que muitas vezes nem desconfiamos. Isso não significa, porém, que as manifestações mediúnicas devam continuar após o encerramento da sessão no nosso plano. A este propósito, J. Raul Teixeira nos ensina, em Correnteza de Luz, que "durante os labores desobsessivos, os Seareiros do Bem costumam levar para os locais de trabalho aparatos fluídicos os mais variados para o atendimento de uma infinidade de problemas apresentados por desencarnados em tormenta. Muitos sofredores invisíveis têm necessidade de permanecer no mesmo ambiente das reuniões, após a lide formal, sendo inúmeras vezes atendidos de modo mais direto e profundo pelos componentes da equipe quando desdobrados pelo sono comum". E analisa, então, Raul Teixeira: "Razão temos aí para que os lidadores das reuniões de desobsessão não se imiscuam em agitações e folguedos desnecessários, depois das tarefas, procurando manter seu íntimo clima de alegria e de paz até entregar-se ao repouso". Estas são o tipo da informação que o doutrinador deve lembrar aos componentes do grupo sempre que estiver encerrando uma reunião de desobsessão. É bom insistir no esclarecimento de que o médium deve estar sempre preparado para o socorro espiritual, a toda hora pode ser convocado a servir pelas equipes invisíveis que agem em nome da Providência Divina.

60. É coerente que o doutrinador conduza os trabalhos de uma reunião de doutrinação com a presença apenas de um médium de psicofonia ou psicografia no grupo?

É lamentável que num grupo de l0 componentes, se chegue ao ponto de não se contar com o número mínimo de pelo menos dois médiuns ostensivos e dois de apoio para não se ter que adiar uma reunião de socorro espiritual a encarnados e desencarnados em sofrimento. É como um hospital que se obrigasse a suspender cirurgia de urgência porque a equipe médica escalada deixasse de comparecer e seria temeroso a direção improvisar diante da gravidade dos trabalhos previamente programados. Grupos mediúnicos com esse perfil devem ser imediatamente reformulados, porque não há o essencial: o compromisso com o trabalho. Se o trabalho está programado e aconteceu, como é possível, esse estranho imprevisto de ter comparecido apenas um médium da equipe, dependendo da qualidade do médium, o doutrinador pode e deve tentar o concurso de mais um ou dois que possam estar disponíveis noutros grupos, para garantir a realização da sessão nessas condições de emergência. Temos exemplos de reuniões com poucos médiuns que foram mais produtivas do que outras mais bem servidas de médiuns que pouco ou quase nada produziram. De qualquer forma, o que aqui está em observação é o problema da falta de compromisso dos médiuns e a necessidade de atendimento ao paciente programado para o socorro. Agora, sem médiuns não há reuniões mediúnicas. E sem as condições mínimas recomendáveis, o doutrinador deve transferir o atendimento para uma próxima oportunidade.

61. Como enfrentar o problema das comunicações simultâneas?

Embora pressionado por entidades aflitas que se assenhoram do aparelho mediúnico, ansiosas pelo socorro espiritual, o dirigente da reunião de doutrinação não deve permitir as comunicações simultâneas, ou seja: que mais de um médium se manifeste a um só tempo. Nesses casos, o doutrinador deve esclarecer os médiuns que, mesmo assediados pelas entidades enquanto um outro companheiro está em transe mediúnico, devem dialogar mentalmente com os pretensos comunicantes mais impacientes para que aguardem a sua vez, que serão fraternalmente atendidos. Até mesmo o médium que desfrute de um mais avançado estado de sonambulismo marcado pela inconsciência deve exercitar esse domínio indispensável sobre o seu aparelho mediúnico para evitar comunicações simultâneas ou paralelas, bem como o descontrole emocional de qualquer entidade. "O médium é sempre responsável pela boa ordem do desempenho mediúnico, mesmo na forma inconsciente, porque somente com a sua aquiescência ou conivência o comunicante pode agir (exceção feita aos casos de obsessão)".

62. E qual o número limite de comunicações que o doutrinador deve permitir para cada médium?

isso não é uma regra puramente matemática, pois dependendo do comunicante e da circunstância da reunião, esse limite ideal ao equilíbrio dos trabalhos e dos médiuns pode ser ampliado para até cinco ou mais manifestações, em casos, por exemplo, em que a equipe mediúnica esteja desfalcada no seu corpo de médiuns de psicofonia.

63. Há alguma vantagem para a eficácia dos trabalhos no fato de ser o doutrinador também vidente?

Não é bem vantagem o termo. Há, possivelmente, uma maior confiança de parte do doutrinador e do grupo quanto à realidade do fenômeno mediúnico. Porém, como cada caso é um caso, aquilo que, em determinadas circunstâncias, possa ser encarado como fator aparentemente positivo em mediunidade, poderá ser, na realidade, fator negativo. Isso porque a entidade que o doutrinador esteja, eventualmente, vendo naquele momento poderá não ser aquela que está, de fato, se comunicando. Também, o vidente não vê a hora que quer nem o que quer ver. Por outro lado, a entidade poderá enganá-lo, confundindo sua vidência com o emprego da ideoplastia e outros recursos incontáveis de que os Espíritos embusteiros dispõem para mistificar, disfarçando a própria aparência. Essa vantagem que se presume, portanto, é muito relativa e poderá vir a ser até uma tremenda desvantagem, se o doutrinador vidente não aliar às suas precauções outras cautelas que a experiência recomenda para o delicado intercâmbio entre os dois planos. São necessárias, porém, as devidas cautelas que a própria Doutrina Espírita nos recomenda tanto.

64. Como, então, o doutrinador pode perceber, por exemplo, um caso de mistificação no fenômeno mediúnico?

O Espírito mistificador, ou seja, aquele que se diz ser o que não é, com o objetivo determinado de enganar, fazendo-se passar por entidades, nomes respeitáveis, que estão muito acima da sua condição espiritual, pode ser detectado e desmascarado pelo próprio conteúdo de sua conversa. Não se pega um mentiroso facilmente na mentira pelas contradições, a insegurança e o tom de leviandade no que diz? Assim também se dá com os desencarnados. Ao se defrontar com essas situações, o doutrinador deve inclusive estimular a conversa, analisando psicologicamente o caráter do comunicante, para ver se o que ele fala combina bem com o que ele afirma ser. O dirigente deve ter cuidado com os elogios, exaltações de cunho pessoal que esse tipo de comunicante costuma lançar ao orientador e demais componentes do grupo de encarnados, como estratégia para alcançar o seu intento. Cabe ao doutrinador, ao perceber que se trata de mistificação, chamar o Espírito a responsabilidade, fazendo-o entender, com enérgica serenidade, que ele é quem está tentando enganar-se, e convidá-lo a modificar-se. É bom que o dirigente se conscientize de que é imprevisível a engenhosidade do mistificador.

65. O doutrinador deve pedir informações ou descrições do que se passa no plano espiritual aos médiuns videntes ou clarividentes presentes à reunião?

Não há necessidade, para evitar que o grupo alimente ideias de insegurança quanto ao doutrinador, como também para não estimular vaidades entre médiuns. Além disso, o médium clarividente pode registrar — e isso é muito comum —quadros que reflitam tão somente pensamentos do mentor ou do Espírito comunicante, sob cuja influência magnética o médium esteja espiritualmente submetido. Quer dizer, nessas condições, o que o médium está vendo não são os quadros referentes ao andamento da reunião no plano espiritual, mas as situações projetadas pelos pensamentos dos Espíritos participantes, que ganham forma e mobilidade como se fossem cenas vivas, embora muitas vezes destoantes do quadro central da reunião. "Mediunidade é sintonia e filtragem", conforme adverte André Luiz, acrescentando que "cada Espírito vive entre as forças com as quais se combina, transmitindo-as segundo as concepções que lhe caracterizam o modo de ser". Por isso é que, muitas vezes numa sessão, é comum ouvir de determinado médium que está vendo situações que nada têm a ver, aparentemente, com o motivo da reunião. Convém, portanto, ao dirigente esclarecedor não se apegar demasiadamente a esse tipo de informação, deixando que a sua boa-fé e a intuição sejam os recursos de rastreamento mais eficazes, ocupando o médium somente naquilo que for realmente necessário ao bom desempenho dos trabalhos. Isso não impede, porém, que o médium que detenha uma informação que julgue importante no quadro geral da reunião faça-o com a devida precisão e discrição, em momento oportuno.

66. Como o doutrinador deve orientar os casos de desdobramento, para melhor utilização desses recursos nos serviços mediúnicos?

Basta seguir as orientações que André Luiz oferece, de forma abundante e claríssima quando narra as experiências, que acompanhou do lado espiritual, com o médium Antônio Castro. Nessa operação, em que se desdobra também a participação da equipe espiritual, o médium, orientado no plano material pelo dirigente da reunião Raul Silva, vai a uma colônia espiritual distante onde visita um companheiro recém-desencarnado da Casa Espírita, que de lá se comunica com os irmãos encarnados por seu intermédio. É aí, nessas circunstâncias, que o desdobramento funciona como canal mediúnico. São emocionantes as cenas descritas pelo médium viajante e mais ainda, a maneira como o grupo de encarnados recebe a mensagem falada do companheiro desencarnado de tão longa distância. E a isso é que André Luiz refere-se como desdobramento em serviço. São operações, sem dúvida, de grande valia para os trabalhos de socorro espiritual nos grupos de desobsessão responsáveis, mas que precisam, por isso mesmo, de conhecimento e maturidade dos participantes. Não pode servir à simples curiosidade, e o médium tem que receber bom adestramento.

67. Como o doutrinador distingui mistificação de fraude?

Mistificação é a fraude do Espírito comunicante. Quer dizer, o Espírito desencarnado é quem engana, quem blefa. Já a fraude é de iniciativa do médium, que resolve enganar e o faz conscientemente". Fala-se também da fraude inconsciente, aquela que o médium praticaria sem o saber, em estado sonambúlico. No caso da fraude consciente, há a intenção deliberada de ludibriar. De qualquer forma, deve o dirigente estar atento e procurar por todos os meios evitá-la, porque ela traz grandes prejuízos para a Doutrina Espírita.

68. E nos casos de animismo, como o doutrinador deve se comportar? No animismo, é a personalidade do médium que se manifesta "com ou no lugar do Espírito". No primeiro caso, o médium influencia com seus pensamentos na comunicação do Espírito. No segundo, o médium, em transe anímico, dá, inconscientemente, comunicação de seu próprio Espírito. Hermínio C. Miranda diz que "o bom médium é aquele que transmite tão fielmente quanto possível o pensamento do comunicante, interferindo o mínimo que possa no que este tem a dizer". E sugere de forma muito abalizada: "O cuidado que se torna necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos Espíritos comunicantes". Esta é a orientação que pode ser seguida pelo doutrinador.

69. Mas como o doutrinador pode diferenciar de uma forma bem prática o fenômeno anímico do mediúnico, numa sessão espírita?

No livro Palavras de Luz, o médium Divaldo Pereira Franco dá a seguinte resposta: "O doutrinador pode descobrir quando ocorre um ou outro fenômeno, se conviver com o médium. Todos temos fixações, vícios de linguagem. Havendo, no fenômeno mediúnico, repetições dos vícios de linguagem, e os modismos fazendo-se exaustivos, o fenômeno é mais anímico do que mediúnico. Quando, no fenômeno, ocorrem ideias que não são habituais ao médium, encadeadas, sem a contribuição do raciocínio, chegando prontas e enviadas em boa embalagem, o fenômeno é mediúnico porque não foi resultado de uma elucubração, de um trabalho da personalidade do sensitivo". Agora, nem sempre podemos definir com exatidão quando o fenômeno está sendo coadjuvado por Espíritos, valendo ressaltar que cabe ao próprio médium, através do estudo e da experiência, autoavaliar-se não somente quanto a esse aspecto do animismo, mas igualmente quanto a todos os demais fatores que concorrem na delicada tessitura dos fenômenos espíritas.

70. O que fazer o doutrinador se um médium iniciante já começa logo transmitindo manifestações bombásticas ou dissertações mais ousadas que as atribui a Espíritos- guias, mentores ou a defuntos ilustrados?

Deve acompanhá-lo com interesse e critério, para não o desestimular com opiniões precipitadas, mas também não deve encorajá-lo açodadamente sem que antes tenha segurança de que ele não está sendo vítima de puro animismo nem de mistificação. Ele pode também está sendo treinado pelos Espíritos para voos mais altos, ou seja, para tarefas mediúnicas de maior alcance. Por isso, o que esse iniciante tem a fazer é ser orientado para o estudo da Doutrina e exercício criterioso da mediunidade evangelizada, até que por ele mesmo descubra o rumo certo do seu potencial mediúnico e o coloque a serviço da caridade. Léon Denis, em No Invisível, é categórico ao afirmar que "a mediunidade percorre fases sucessivas e que, no período inicial de desenvolvimento, o médium é sobretudo assistido por Espíritos de ordem inferior, cujos fluidos ainda impregnados de matéria se adaptam melhor aos seus e são apropriados a esse trabalho de bosquejo, mais ou menos prolongado, a que toda faculdade está sujeita". J. Raul Teixeira, grande missionário do Espiritismo, fala na abertura do seu Correnteza de Luz da bateria de Espíritos menores pela qual teve de passar sua mediunidade até encontrar-se com seu Amigo de Luz, o Espírito Camilo, condutor espiritual de sua missão. O bom senso, portanto, deve preceder a tudo. Todos temos de nos preparar, se quisermos servir. E, como diz Emmanuel em Alma e Coração, "toda necessidade exige socorro, mas, se o socorro aparece destrambelhado, a necessidade faz-se maior".

71. Como avaliar médiuns repetitivos, cujas comunicações, ao longo dessas sessões, se revelam geralmente improdutivas?

Para Divaldo Franco, eles estão sendo vítimas de fenômenos anímicos ou de variações da própria mediunidade. E aconselha: "O médium psicofônico que durante certo período não realize maiores progressos, deve passar a controlar suas manifestações e a colaborar como médium da caridade, de socorro pela prece, ajudando mentalmente aos que estão exercendo a faculdade ativa". E vejam o fecho desse raciocínio: "A sessão propriamente dita é resultado do grupo de servidores passivos e ativos. Pessoas frias mediunicamente para colaborarem na realização do fenômeno devem contribuir com sua vibração mental".

72. O que o dirigente deve entender por compulsão, no fenômeno mediúnico?

Compulsão, como o próprio nome indica, é o envolvimento do médium por fatores externos que o impulsionam para determinada direção. Na mistificação são os Espíritos que engendram o engano; na fraude, são os próprios médiuns; na compulsão são o dirigente do trabalho, o público assistente, os hábitos reinantes, o meio onde vive o médium, o desejo de obter comunicações espetaculares, o envolvimento político, além de outros fatores de ordem cultural. Quer dizer, o médium é levado por esse conjunto de influências externas a direcionar suas manifestações. Por isso é que os doutrinadores devem evitar predispor o médium para determinado rumo de comunicações ao tratar com eles, antes das reuniões, sobre assuntos que possam influenciar a sua conduta sensitiva nos trabalhos.

73. O doutrinador pode ser médium ostensivo?

"Todos os componentes da equipe assumirão funções específicas", eis o que recomenda o Espírito André Luiz, no livro Desobsessão". Também, no prefácio de Grilhões Partidos, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda define o perfil de uma equipe mediúnica chamando a atenção para o campo de ação específico de médiuns e doutrinadores. Mas não há, contudo, nenhuma recomendação indicando essa posição como proibição absoluta, até mesmo porque em Doutrina Espírita a razão, a lógica e o bom senso são da essência dos seus ensinamentos. É claro que cada pedra deve ter o seu lugar certo na construção. E na equipe mediúnica, cada componente participa do trabalho com o instrumento que lhe é peculiar. Isso não significa dizer que a necessidade não possa alterar a posição de determinados componentes, para atender ao objetivo maior da sessão, que é o socorro espiritual. Também, numa emergência como negar atendimento aos necessitados alegando-se a falta de doutrinadores, se estiverem presentes médiuns controlados em condições de dialogar com as entidades sem perigo de envolvimento emocional? O Projeto Manoel P. de Miranda - Reuniões Mediúnicas - orienta no final do capítulo que trata sobre essa questão que "havendo necessidades de serviço, os Guias Espirituais podem modificar o campo de sintonia de um médium de tal modo que ele passe a ser um doutrinador". Argumenta, porém, assumindo a responsabilidade da orientação, que se tal fato acontecer, "dar-se-á de modo permanente e duradouro e, nesses casos, a pessoa mudará efetivamente de função; nunca, porém, exercendo ambas simultaneamente". A verdade é que os Espíritos não se preocupam com esses detalhes de que o doutrinador, aquele que dialoga com os obsessores e os aconselha a renunciarem ao mal, não possa ser necessariamente um médium. O item 5 da questão 254 de O Livro dos Médiuns contém a seguinte pergunta: "Não se pode combater a influência dos maus Espíritos moralizando-os?" Resposta: "Sim, é o que não se faz e o que não é preciso negligenciar em fazê-lo; porque, frequentemente, é uma tarefa que vos é dada e que deveis cumprir caridosa e religiosamente." (O grifo nosso é para chamar a atenção de que a resposta se dirige a todos nós indistintamente, médiuns e não médiuns, por ser um dever de caridade). E arremata: "Pelos sábios conselhos pode-se induzi-los ao arrependimento e apressar-lhes o adiantamento".

74. Pode o doutrinador ser alguém, por exemplo, analfabeto?

Poder pode porque a ninguém é proibido orientar, aconselhar, esclarecer alguém que está no erro e ajudá-lo a encontrar o caminho do bem. Quantas mães, quantos pais iletrados não aconselham filhos tidos como sábios do mundo, mas que enfrentam grandes conflitos interiores e dificuldades morais de toda a sorte? No livro Jesus no Lar, o Espírito Neio Lúcio nos diz, através da psicografia exemplar de Chico Xavier, que a sabedoria e o amor são as duas asas dos anjos que chegaram ao Trono Divino, "mas, em toda parte, quem ama segue à frente daquele que simplesmente sabe". Contudo, nos esclarece André Luiz: "A cultura intelectual pode não ser condição física de nossa felicidade, no entanto, é imperativo de engrandecimento de nossa alma". E enfatiza: "Quem não sabe ler, não sabe ver como deve". Quer dizer, o doutrinador ideal é aquele que reúne bondade e conhecimento. "De resto, o ascendente que o homem pode exercer sobre os Espíritos está em razão da sua superioridade moral", orienta-nos O Livro dos Médiuns, no final do item 5 da questão 254.

75. E quanto aos Espíritos que se apresentem falando línguas diferentes, de que o doutrinador não tenha qualquer conhecimento, como então encarar o comunicante?

Numa comunicação assinada conjuntamente pelos Espíritos Erasto e Timóteo, em O Livro dos Médiuns, tem-se a seguinte explicação sobre a linguagem dos Espíritos: "... Com efeito, nos comunicamos com os próprios Espíritos encarnados, como com os Espíritos propriamente ditos, unicamente pela irradiação do nosso pensamento. Nossos pensamentos não têm necessidade das vestes da palavra para serem compreendidos pelos Espíritos". Mas também nós sabemos que logo que desencarnam, os Espíritos não se libertam da linguagem articulada, como também dos gestos e expressões tais como cultivavam na Terra. Os hábitos e costumes dos grupos determinam a sua reunião em famílias e núcleos no Mundo Espiritual, onde civilizações inteiras continuam na marcha evolutiva. Por isso, a preferência dos Espíritos errantes, ainda apegados à crosta terrestre, por aglomerações afins em cultura, língua e nacionalidade. Assim como acontece aqui no Mundo Material, nessas condições, a comunicação se torna mais fácil. Com o tempo, à medida que passam a faixas vibratórias menos densas, a telepatia vai sendo empregada com mais constância, até atingir um estádio mais elevado de comunicação, ou seja, o nível das ideias, uma vez que a linguagem real do Espírito é a do pensamento. Por isso, enquanto não estiverem ainda libertos desses condicionamentos, os Espíritos podem se manifestar nas sessões mediúnicas falando a língua que levaram do país ou região da Terra onde tiveram suas experiências. Se eles conseguem se comunicar em suas línguas, é que há na reunião médiuns poliglotas que têm a faculdade de falar ou de escrever em línguas que lhes são estranhas — muitos raros, aliás. Cabe ao doutrinador, se também não conhece a língua em que o Espírito se comunica, limitar-se a ouvir e acompanhar a mensagem para avaliações posteriores. Se conhece e sabe que ela está sendo transmitida corretamente, deve registrar o comunicado e dispensar a presença da entidade, sugerindo-lhe que o pensamento é a linguagem comum a todos e que ela procure, numa próxima oportunidade, comunicar-se na forma acessível da nossa linguagem, para possibilitar o diálogo franco. Se o médium faz apenas aquele arranjo gutural, se pronuncia termos ininteligíveis, frases entrecortadas sem nexo, pensamentos truncados, é aconselhável mais cautela ainda. De qualquer forma, tenta-se, de boa vontade, esclarecer as coisas. Mas na insistência da mensagem indecifrável, o melhor que se faz é despachar o Espírito e passar a examinar o fenômeno com mais atenção, como também o médium. Se for realmente um Espírito que tenha, de fato, necessidade de comunicar-se, ele vai encontrar os meios mais eficazes e menos complicados.

76. Como proceder o doutrinador diante do medianeiro que exibe muitos tiques, ruídos, assobios, respiração ofegante, expressões fixas, estalo de dedos, arrastado de pés, fungado etc.

Tudo isso pode nada ter a ver com os Espíritos comunicantes. O médium geralmente sofre o contágio decorrente da sugestão ou irritação e isso, com o tempo, vira reflexo condicionado. Quer dizer, sempre que o médium estiver sob esse clima de sugestão e irritação, ele se expressará com aquelas mímicas. Há autores, como M. B. Tamassia, que recomendam não se dar excessiva importância a esse tipo de comportamento, embora seja dever não só do doutrinador, mas de todo espírita consciente orientar os companheiros em sentido contrário, para que eles operem como médiuns sem esses inconvenientes. Nesses casos, é aconselhável ao orientador a atitude de prudência, tentando mudar o médium com habilidade, aconselhando-o e recomendando-lhe o estudo da Doutrina Espírita a esse respeito, uma vez que há médiuns que necessitam desses trejeitos tanto quanto certos músicos se exprimem melhor fazendo certas caretas, assumindo algumas posturas físicas bizarras até. Hoje em dia, todas as casas espíritas desenvolvem, geralmente, programas de estudo para a formação de médiuns, de sorte que os candidatos ao intercâmbio ou mesmo médiuns já desenvolvidos entram em contato com as orientações doutrinárias, superando pela autoeducação todos esses hábitos, influências culturais e amuletos que não têm nenhuma consequência positiva no exercício da mediunidade. Todavia, não devem ser pressionados nem forçados a uma mudança abrupta para não criar inibições. Tem médiuns que só acreditam que estão dando passividade ao Espírito se assumirem esses trejeitos que geralmente supõem ser exteriorizações dos Espíritos comunicantes. Outros os adotam inconscientemente. E muitos por hábito, pura e simplesmente, como quem se habitua a só conversar gesticulando com as mãos e meneando a cabeça.

77.Como tratar, então, os pretos-velhos, caboclos e índios que se apresentam nas sessões espíritas, com aquele linguajar tradicional?

Divaldo Pereira Franco é muito objetivo, ao examinar o assunto em Palavras de Luz: "O preto velho de hoje pode ter sido o intelectual de ontem. Mas o índio de agora não há de ter sido o homem sábio do passado. O homem culto que exerceu mal o conhecimento, pode vir na área do analfabetismo para desenvolver outros sentimentos, ou não da escravidão para santificar o amor." E é mais claro ainda: "Se o preto-velho tem conhecimento, não é necessário manter aquela postura que lhe foi uma necessidade temporária. Se vem falando um português errado, torna-se um prejuízo porque nos ajuda a deformar a instrução, quando nos deveria auxiliar a melhorá-la". Divaldo diz-se inclusive testemunha de comunicações desse tipo em que se percebe mais atavismo do que autenticidade. Outros autores como Carlos Imbassahy, analisando o mesmo problema em Quem Pergunta Quer Saber acha que a pureza do Espiritismo "não está nesses preconceitos e sim no conteúdo filosófico-doutrinário que encerre", para concluir que "se quisermos conservar a autenticidade do Espírito, temos que aceitá-lo como é e não como queremos que o seja". E fecha seu raciocínio com esta frase bem direta: "Um verdadeiro espírita não se preocupa com este problema: sabe que o Espírito pode falar da forma que lhe aprouver. Eis tudo." A questão 223 de O Livro dos Médiuns, no seu item 15, é muito clara a respeito desse mecanismo da comunicação: "O Espírito errante, em se dirigindo ao Espírito encarnado do médium não lhe fala nem Francês, nem Inglês, mas a língua Universal que é o Pensamento; para traduzir as suas idéias em uma linguagem articulada, transmissível, toma suas palavras no vocabulário do médium" (os grifos são nossos).

78. Isso significa dizer, então, que o médium não precisa mudar sua linguagem?

Não precisa, uma vez que o que ele está transmitindo é diretamente o pensamento do Espírito comunicante. "É o Espírito do médium que o interpreta, porque está ligado ao corpo que serve para falar, e é preciso um laço entre vós e os Espíritos estranhos que se comunicam, como é necessário um fio elétrico (grifo nosso) para transmitir uma notícia ao longe, e no fim do fio uma pessoa inteligente a recebe e a transmite". Vejamos esta explicação mais didática do processo, que nos dá a publicação da USE Subsídios para Atividades Doutrinárias: "Os pensamentos do Espírito, por meio de seu perispírito, atingem o perispírito do médium, penetram até o corpo físico e chegam ao cérebro. O médium transforma esses pensamentos ou esses quadros mentais em palavras ou em escrita. Fica dessa forma caracterizada a comunicação". E conclui o mesmo texto: "Observe-se, portanto, que não é o Espírito desencarnado que fala ou escreve, é o médium que interpreta os pensamentos recebidos, segundo sua própria evolução ou desenvolvimento da faculdade. Essa realidade muda por completo a visão que devemos ter da mediunidade". E aqui completamos nós: é por isso que médium significa intermediário, é uma antena que capta e transmite o pensamento de outros Espíritos, registrando como um radar — dependendo do seu grau de sensibilidade — as sensações do Espírito comunicante, de alegria, de tristeza, de revolta, de resignação, de medo, de dúvida etc., inclusive as sensações físicas que o Espírito tenha levado para o plano imaterial, as impressões predominantes em seu estado mental, por seu apego às coisas da matéria.

79. Mas essa linguagem típica não é usada pelo Espírito comunicante para facilitar ou comprovar sua identidade?

Escreve Celso Martins em Caboclos, Índios, Pretos-velhos e Outros Assuntos "... que muitos Espíritos que, na Terra, animaram uma personalidade que fora um índio, um negro, um caboclo, mesmo fora do corpo denso podem achar que ainda são índios, Pretos-velhos, caboclos. E através de um médium dão estas características como meio de identificação". Em seguida dá a sua posição na condição de estudioso do assunto: "...Por isso, aceito, sim, e por que não haveria de aceitar a possibilidade de um Espírito que, na última passagem sobre a Terra, tenha vivido nas selvas amazônicas ou numa senzala do Brasil escravocrata, dar uma comunicação pensando que ainda é índio ou preto velho, até usando um linguajar típico?..." E, depois de outras considerações sobre as múltiplas razões que levam os Espíritos a manter ou assumir essas personificações, nas comunicações mediúnicas, o autor fala sobre a importância do esclarecimento fraterno para que essas entidades abandonem as antigas concepções da vida terrena e assumam a realidade do progresso inerente a todos os seres. "Não é leal nem justo manter aquele Espírito na ilusão de que ele ainda é um preto-velho, ou um índio, ou um caboclo porque isto não vigora na Pátria da Verdade". Ele recomenda que esse tipo de orientação cristã deve ser mais intenso ainda nos casos comprovados de mistificação e animismo, eliminando a ideia errônea, mas ainda muito arraigada na concepção de muitas pessoas que têm nos Pretos-Velhos, índios e caboclos seres inferiores que estão ainda na condição de serviçais para lhes atenderem os pedidos. Todavia, é dever do doutrinador, como de todos os espíritas, atender essas entidades fraternalmente, sem preconceitos, conscientes de que sem a permissão das leis divinas elas não teriam como se manifestar nas reuniões.

80. E a mudança no timbre de voz do médium deve ou não ser vista pelo doutrinador como uma prova a mais de que existe aí, na verdade, um Espírito se comunicando?

A questão da transfiguração mediúnica pode funcionar também nas manifestações de psicofonia. O Espírito pode sobre o órgão fonador do medianeiro construir uma garganta ectoplásmica que lhe permite comunicar-se quase por voz direta. Na obra Mediunidade e Evangelho, psicografada por Carlos A. Baccelli, o Espírito Odilon Fernandes diz que os médiuns psicofônicos não devem se preocupar com o fenômeno da transfiguração mediúnica. "A mudança de timbre de voz numa comunicação é até um fato corriqueiro, embora, a rigor, isto não tenha uma importância maior do que a mensagem em si; é como a mudança de caligrafia numa comunicação escrita que não deve significar mais do que o seu conteúdo, porque é através do seu pensamento que identificamos a natureza do Espírito comunicante". E acrescenta ainda Odilon Fernandes: "Timbres de voz e tipos de letra podem ser imitados, mas o plágio das ideias e sobretudo de emoções é muito mais difícil". Como vemos, nem sempre a forma, mas a essência da comunicação é que melhor identifica a presença e a natureza do comunicante.

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